Para animar isto... vamos recuperar o dramalhão. Vale sempre a pena recordá-lo...
O grande... o autêntico...o DRAMALHÃO!
Aparentemente parecia-me que este seria apenas um dia como qualquer outro, no entanto, o letreiro luminoso na autoestrada - q me fez estagnar breves segundos ao volante, enquanto conduzia e dançava certamente - e que avisava "Animal a 7 kms", deveria ter sido interpretado como um sinal de que estava bem enganada. Animal a 7 kms... Pensei... "Um elefante?", "Um hipopótamo?"... “No meio da estrada?”, "Hum... só um animal e só daqui a 7 kms? Eu vou na estrada!!! Não me reconhecem?...", "E este aqui ao meu lado?".
Bem, chegada ao meu destino, encontrei um dos meus fenómenos preferidos!!! O grande! O autêntico! O inconfundivel dramalhao!!!
- DRAMALHÃO!! DRAMALHÃO!!! DRAMALHÃO!!! - gritavam todos por ele!
Love you!
Controla-te... O dramalhão para quem não sabe tem corpo. Os seus olhos estão sempre inchados, mortiços, caídos... Olham-nos debaixo para cima como se as pálpebras ao abrir não revelassem apenas os olhos, mas também levantassem grande parte se não todo o peso do mundo…
A cara do dramalhão está marcada pela dor de quem chorou horas a fio a sua triste sina. Há um pequeno movimento dos lábios inconfundível, sobrepondo-se o lábio inferior um pouco ao superior como quem diz "Sou tão mártir! Mas o que é que se pode fazer? É esta a vida que temos! E eu não tive sorte nenhuma com o que o destino me trouxe…". O lábio treme ligeiramente...
A postura do dramalhão é arqueada sobre si mesma, mas... veste bem! Ah pois! Ser-se uma cruz não implica não se ser fashion… Assim, o dramalhão usa tons claros e mini-saia preta, tentando manter alguma sensualidade “Olha aqui eu tão mal para tu cuidares”. Ele há gente para tudo, mas o dramalhão que aqui parece tomar uma forma feminina, há também no género masculino e na minha modesta opinião, conseguem ser ambos um excelente contraceptivo!
O dramalhão tem um contacto um pouco intrusivo, não pedindo licença para entrar.... Cola-se às pessoas e tem sempre um tom de "todos me devem, mas ninguém me paga"... A mão na testa é opcional, mas é tão boa!:) Eu gosto muito! Fala com uma voz desgraçada... de quem já apanhou muito na vida... "Se vocês soubessem o que eu passo..." ou melhor, o top, "Eu sou doente...". Nos momentos de angústia – que existem permanentemente – ignora a existência do outro, numa atitude omnipotente muito característica das crianças pequenas, e se confrontado com o problema alheio reage como se tivesse feito muito por esse alguém mas ao mesmo tempo, no seu melhor grita “MAS EU NÃO TIVE CULPA!!!”… como se tivesse alguma coisa que ver com o assunto sequer…
Falamos portanto de um case study… Uma espécie fantástica e que está longe de estar em vias de extinção. Quem tem o desprazer de levar com ele talvez não pense o mesmo. Pessoalmente acho que pode ser uma forma de vida desgraçada e que desgraça… mas tem muita piada! Há que o cultivar… longe de nós!
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